INFECCOES

SEXUALMENTE

TRANSMISSIVEIS

Riscos

O risco de contrair o HIV varia muito, dependendo do tipo de exposição sexual. O sexo anal, que envolve a inserção do pênis no ânus, carrega o maior risco de transmissão do HIV, se uma das parcerias viver com o HIV e não estiver com carga viral indetectável. Você pode diminuir o risco de contrair e transmitir o vírus causador da aids (1) usando gel lubrificante e o preservativo peniano ou vaginal da maneira correta nas relações sexuais, (2) escolhendo práticas sexuais que ofereçam menor risco, (3) tomando a profilaxia pré-exposição (PrEP) e (4) aderindo aos medicamentos antirretrovirais para tratar o HIV se você já foi diagnosticado com o vírus.

O sexo vaginal tem um risco menor, e práticas como sexo oral, toque, compartilhamento de utensílios (não inclui materiais perfuro-cortantes), masturbação a dois e relação sexual com uma pessoa com carga viral indetectável, não transmitem o HIV. 

Tratamento

 

Os medicamentos antirretrovirais contra o HIV surgiram na década de 1980, para impedir a multiplicação do vírus no organismo. Eles não matam o HIV, vírus causador da aids, mas impedem a multiplicação e ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico. Por isso, seu uso é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida de quem vive com o HIV. Desde 1996, o Brasil distribui gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde) o "coquetel anti-HIV" para todos que desejam fazer o tratamento.

Pessoas que vivem com HIV devem iniciar a tomada dos remédios contra o HIV o mais rápido possível. O medicamento é chamado de terapia antirretroviral, ou TARV. Se tomado como prescrito, o medicamento reduz a quantidade de HIV no corpo a níveis tão baixos que não podem ser detectados nos exames que fazem a contagem. É o que chamamos de ter a carga viral indetectável. Deste modo, o corpo da pessoa não sofre com a sobrecarga de atividade para mantê-lo saudável e o HIV já não é um problema.

Atingir e manter uma carga viral indetectável é a melhor coisa que as pessoas que vivem com VIH podem fazer para se manterem saudáveis. Outro benefício de estar indetectável é que não é mais possível transmitir o vírus pelas vias sexuais ou da mãe para o bebê (durante a gestação e o parto). Assim, uma pessoa que vive com HIV e tem carga viral indetectável pode transar sem camisinha e ter filhos livres do vírus. Abaixo, você poderá encontrar muitas outras informações e dicas sobre o tratamento anti-HIV.

Publicações

Tenha acesso a diversas publicações sobre o tema abordado nessa aba. Os arquivos são públicos e podem ser baixados e usados livremente desde que respeitadas as regras de citação da fonte e referência.

Grupos vulneráveis

A epidemia de hiv no Brasil é concentrada em alguns segmentos populacionais mais vulneráveis ao vírus causador da aids e que apresentam prevalência superior à média nacional, que é de 0,4%. O HIV, portanto, atinge de modo desproporcional algumas populações. São considerados mais vulneráreis os (1) gays e outros homens que fazem sexo com homens, (2) travestis e mulheres transexuais, (3) pessoas que usam álcool e outras drogas, (4) pessoas privadas de liberdade e (5) trabalhadoras(es) sexuais.

Diretrizes e recomendações

Até 2013, o tratamento indicado para cada pessoa era definido pelos médicos em grandes reuniões técnicas chamadas Consensos Médicos. Porém, desde 2013, o Ministério da Saúde definiu Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas que orientam todos os profissionais do país para a prevenção ou manejo do HIV, outras infecções sexualmente transmissíveis e das hepatites virais. Hoje, a indicação de tratamento é baseada em estudos científicos amplamente experimentados e recomendações da OMS (Organização Mundial de Saúde. No mesmo ano, foi permitido que todas as pessoas que vivem com HIV, independente do estado de saúde, podem receber os medicamentos antirretrovirais contra o vírus.

Leis e direitos

Pela Constituição brasileira, as pessoas vivendo com HIV, assim como todo e qualquer cidadão brasileiro, têm obrigações e direitos garantidos. Entre eles, estão a dignidade humana e o acesso à saúde pública. O Brasil possui legislação específica quanto aos grupos mais vulneráveis ao preconceito e à discriminação, como homossexuais, mulheres, negros, crianças, idosos, portadores de doenças crônicas infecciosas e de deficiência. Acesse mais informações sobre a legislação que garante os direitos das pessoas que vivem com o HIV.

O que é isso?

HIV é a sigla em inglês para vírus da imunodeficiência humana. Causador da aids, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T-CD4+. E é alterando o DNA dessa célula que o HIV faz cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção.

Viver com HIV não é a mesma coisa que ter aids. Há muitas pessoas que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas, se não fizer o tratamento, podem transmitir o vírus a outras pessoas pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez, parto e a amamentação. Por isso, é sempre importante fazer o teste, aderir à terapia com antirretrovirais e se proteger em situações que ofereçam risco.

O HIV é um tipo que vírus que pode ficar incubado por muitos anos até causar os sinais e sintomas que caracterizam a aids.

Testagem

Os testes e exames anti-HIV são os únicos métodos que podem afirmar que uma pessoa está ou não infectada com o vírus da aids. Hoje, existem testes que podem ser comprados na farmácia e dão um resultado seguro e sigiloso em menos de 30 minutos. É possível, também, fazer testes usando sangue ou, até mesmo, fluido oral coletado usando um bastão com algodão. O importante é não se apegar a sinais ou sintomas, pois os sintomas da fase aguda do HIV não são específicos do vírus e podem facilmente ser confundidos com outras inúmeras infecções. Acesse mais detalhes sobre os tipos e tecnologias usadas nos testes e exames e saiba mais sobre a janela imunológica.

Sintomas

Quando ocorre a infecção pelo vírus causador da aids, o sistema imunológico começa a ser atacado. E é na primeira fase, chamada de infecção aguda, que ocorre a incubação do HIV (tempo da exposição ao vírus até o surgimento dos primeiros sinais da doença). Este período varia de três a seis semanas. E o organismo leva até 30 dias após a infecção para produzir anticorpos anti-HIV. Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebida.

 

A próxima fase é marcada pela forte interação entre as células de defesa e as constantes e rápidas mutações do vírus. Mas isso não enfraquece o organismo o suficiente para danificar gravemente o sistema imunológico, pois os vírus amadurecem e morrem de forma equilibrada. Esse período, que pode durar muitos anos, é chamado de assintomático.

Com o frequente ataque, as células de defesa começam a funcionar com menos eficiência até serem destruídas. O organismo fica cada vez mais fraco e vulnerável a infecções comuns. A fase sintomática inicial é caracterizada pela grande redução dos anticorpos (linfócitos T-CD4+). Em adultos saudáveis, esse valor varia entre 800 a 1.200 unidades. Os sintomas mais comuns nessa fase são: febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento. Neste caso, já consideramos que uma pessoa está com aids. Acesse abaixo detalhes sobre os sinais e sintomas mais comuns do HIV e da aids.

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