GONORREIA

Causas

A gonorreia é causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, também conhecida como gonococo. Qualquer indivíduo que tenha qualquer prática sexual pode contrair a gonorreia. A infecção pode ser transmitida por contato oral, vaginal ou anal.

A bactéria se prolifera em áreas quentes e úmidas do corpo, incluindo o canal que leva a urina para fora do corpo, a uretra. Pode ser encontrada também no sistema reprodutor feminino, que inclui as tubas uterinas, o útero e o colo do útero.

Transmissão

 

A principal forma de transmissão da gonorreia é por meio de relação sexual com pessoa infectada, seja essa relação oral, vaginal ou anal, sem o uso de preservativo. Mesmo sem apresentar sintomas, as mulheres contaminadas transmitem a bactéria causadora da doença. Pode ocorrer também, durante o parto, transmissão da mãe contaminada para o bebê. Caso esse tipo de transmissão aconteça, corre-se o risco de o bebê ter os olhos gravemente afetados, podendo levar à cegueira. O período de incubação geralmente ocorre entre 2 e 5 dias. O risco de transmissão de um parceiro infectado a outro é de 50% por ato. Pode durar de meses a anos, se o paciente não for tratado. O tratamento eficaz rapidamente interrompe a transmissão.

Prevenção

Usar preservativos na relação sexual é o melhor meio para se prevenir gonorreia. Use camisinha em todo e qualquer tipo de contato sexual, seja ele vaginal, anal ou oral.

De modo geral, evite ter relações sexuais com pessoas diagnosticadas com gonorreia até que estejam completamente tratadas.

Para evitar futuras transmissões da infecção, é importante também que todos os parceiros ou parceiras sexuais sejam tratados. A doença pode voltar caso uma das partes não tenha recebido tratamento adequado.

Diagnóstico

 

O período de incubação que vai desde a relação desprotegida, sem preservativo, até as primeiras manifestações da doença, é curto; às vezes de 24 horas. Por isso, uma das maneiras de fazer o diagnóstico clínico da doença é perguntar quanto tempo depois da relação sexual apareceu a lesão e se a secreção lembra pus e está manchando as roupas íntimas.

O histórico do paciente acompanhado do exame clínico pode definir o diagnóstico de gonorreia e a comprovação é feita através de exames laboratoriais específicos.

Normalmente, não se colhe o pus que é eliminado, porque já sofreu a ação de enzimas e nem sempre contém bactérias. Despreza-se esse primeiro pus e colhe-se o material diretamente da uretra. É um exame rápido – em 15 minutos, está pronto o resultado – barato e indolor, mas importantíssimo para definir o agente etiológico da doença.

Tratamento

 

Há dois objetivos no tratamento de uma infecção sexualmente transmissível (IST): o primeiro é curar a infecção do indivíduo, enquanto o segundo é interromper a cadeia de transmissão da doença. Para isso, além de tratar o paciente, é importante localizar e examinar todos os seus contatos sexuais para tratá-los, se indicado. Por se tratar de uma doença bacteriana, o tratamento pode ser feito por meio de antibióticos.

Uma visita de acompanhamento após o tratamento é importante, principalmente em caso de dor nas articulações, erupções cutâneas ou dores mais fortes na região pélvica ou abdominal. Também devem ser realizados exames para garantir que a infecção tenha sido curada.

Todos os parceiros sexuais do paciente com gonorreia devem ser contatados e examinados para evitar futuras transmissões da doença.

Complicações

 

Gonorreia, quando não tratada, ou quando ocorrem repetidos episódios, pode levar a complicações mais graves.

O que é isso?

Gonorreia é uma infecção sexualmente transmissível (IST) comum, que afeta tanto a homens quanto a mulheres.

Ela pode ser transmitida em qualquer contato sexual, seja penetração vaginal ou anal, sexo oral e pode ter manifestações em outros órgãos, como na pele, olhos e articulações.

A gonorreia é a mais comum das IST. Trata-se de uma doença infecciosa do trato urogenital, de transmissão por via sexual, que pode determinar desde infecção assintomática até doença manifesta, com alta morbidade. Clinicamente, a gonorreia apresenta-se de forma completamente diferente no homem e na mulher. Há uma proporção maior de casos em homens, sendo que, em 70% a 80% dos casos femininos, a gonorreia é assintomática. Há maior proporção de casos em homens.

A gonorreia é uma das infecções sexualmente transmissíveis que mais tem crescido no Brasil e no mundo. Além disso, em 2017 a Organização Mundial da Saúde alertou para como a bactéria Neisseria gonorrhoeae está se tornando cada vez mais resistente à antibióticos.

Sintomas

 

Na maioria dos casos, a gonorreia passa despercebida. Quando há sintomas, podem ser confundidos com outras infecções.

Medicamentos

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Os medicamentos mais usados para o tratamento de gonorreia são:

  • Amoxilina

  • Amoxil BD

  • Amoxicilina + Clavulanato de Potássio

  • Ampicilina Sódica

  • Azitromicina

  • Bepeben

  • Cefanaxil

  • Ceftriaxona Dissódica

  • Ceftriaxona Sódica

  • Ciprofloxacino

  • Doxiciclina

  • Eritromicina

  • Norfloxacino

Recomendações

 

  • Use preservativos nas relações sexuais, inclusive para a prática de sexo oral. Essa é a única forma de evitar o contágio com a bactéria da gonorreia

  • Procure assistência médica ao primeiro sinal de corrimento ou secreção purulenta, coceira ou ardor ao urinar

  • Siga rigorosamente a prescrição médica para ter certeza de que a bactéria foi eliminada por completo.

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