HIV E AIDS - DIAGNOSTICO

O SUS oferece gratuitamente testes para diagnóstico do HIV (o vírus causador da aids), e também para diagnostico da sífilis e das hepatites B e C. Existem, no Brasil, dois tipos de testes: os exames laboratoriais e os testes rápidos.

 

Os testes rápidos são práticos e de fácil execução; podem ser realizados com a coleta de uma gota de sangue ou com fluido oral, e fornecem o resultado em, no máximo, 30 minutos.

Autoteste

O autoteste é um tipo de exame que é feito pela própria pessoa testada. No autoteste pode ser usado fluido oral (uma mistura de saliva com mucosa da boca) ou uma gotinha de sangue. Neste caso, não é necessária infraestrutura laboratorial. A leitura e interpretação é simples e o resultado pode ser analisado a olho nu entre 5 e 40 minutos, dependendo do tipo do teste. O teste pode detectar anticorpos para o HIV-1 e HIV-2. Você pode acessar autotestes distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), projetos de pesquisa ou comprados na farmácia.

Para fazer o exame que usa o fluido oral, é necessário que a pessoa evite ingerir alimento ou bebida, fumar ou inalar qualquer substância, escovar os dentes ou usar antisséptico bucal. Recomenda-se que não usem batom. O fluido do teste oral é extraído do final da gengiva e do começo da mucosa da bochecha, com o auxílio de uma haste coletora parecida com um cotonete.

Para o teste usando sangue, a pessoa vai usar uma lanceta (espécie de pequeno aparelho) para fazer o furinho em um dos dedos e uma pepita plástica para coletar o sangue e colocá-lo no cartucho de leitura do resultado.

O aparecimento de uma linha vermelha significa que o teste está funcionando e que a amostra NÃO É REAGENTE. Duas linhas vermelhas indicam que naquela amostra há anticorpos anti-HIV, ou seja, o teste É POSITIVO.

Independente do tipo de material utilizado para o teste, em caso de resultado REAGENTE ou POSITIVO, é necessário realizar um exame confirmatório na presença de um profissional de saúde.

Quando fazer o teste

O teste de HIV deve ser feito com regularidade e sempre que você tiver passado por uma situação de risco, como ter feito sexo sem camisinha. É muito importante que você saiba se tem HIV, para buscar tratamento no tempo certo, possibilitando que você ganhe muito em qualidade de vida. Procure um profissional de saúde e informe-se sobre o teste.


Você também pode realizar o autoteste para o HIV - um processo no qual uma pessoa coleta sua própria amostra (fluido oral ou sangue) e, em seguida, realiza um teste e interpreta o resultado, sozinho ou com alguém em quem confia. Saiba mais sobre o autoteste para o HIV aqui.

Janela imunológica

Todos os testes possuem um período denominado “janela diagnóstica”, que corresponde ao tempo entre o contato com o vírus e a detecção do marcador da infecção (antígeno ou anticorpo). Isso quer dizer que, mesmo se a pessoa estiver infectada, o resultado do teste pode dar negativo se ela estiver no período de janela. Dessa forma, nos casos de resultados negativos, e sempre que persistir a suspeita de infecção, o teste deve ser repetido após, pelo menos, 30 dias.

Os exames de terceira e quarta geração, realizados em laboratório, por organizações não governamentais ou através do autoteste são absolutamente seguros e possuem baixa possibilidade de erro. Por isso, caso tenha feito um teste ou exame de HIV após trinta dias do último contato de risco, já é definitivo.

Onde fazer o teste

O SUS disponibiliza gratuitamente o teste de HIV, sífilis e hepatites B e C.  Os exames podem ser feitos de forma anônima, mas não é possível receber um laudo sem apresentar um documento de identidade com foto. Em alguns centros de testagem, além da coleta e da execução dos testes, há um processo de aconselhamento não obrigatório, para facilitar a correta interpretação do resultado pela pessoa.

Além da rede de serviços de saúde pública, você também pode fazer o teste de HIV em laboratórios particulares ou fazendo o autoteste no lugar que preferir.

Exame Western Blot

A técnica western blot, também conhecida como ensaio imunoenzimático, refere-se a imunodetecção de proteínas em uma espécie de filtro de papel, é rotineiramente utilizado para a detecção de proteínas específicas do HIV, HTLV entre outros organismos.

A técnica consiste na detecção de pequenas quantidades de proteínas adsorvidas em uma membrana pela reação com anticorpos específicos desenvolvidos para reconhecer uma grande quantidade de aminoácidos em exame. O anticorpo específico é adicionada à membrana e deixado reagir por certo período, após o qual uma quantidade do anticorpo fica retida na região da membrana que contém o aminoácido específico. 

Para que um resultado seja dado como REAGENTE ou POSITIVO para o HIV, é necessário que algumas "bandas" sejam identificadas como PRESENTE. Quando um número insuficientes de bandas é verificada, o resultado é considerado INDETERMINADO, sendo necessária a realização de outro exame para confirmação.

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©2012 por Rede Mundial de Pessoas que Vivem e Convivem com HIV